Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Imperdível

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore iPad App Trailer from Moonbot Studios on Vimeo.

 



publicado por Patrícia Reis às 20:04
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Bom fim de semana

 

Sem FB, twitter, telemóvel, ligação ao mundo, fibra óptica e outras coisas:)



publicado por Patrícia Reis às 11:22
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
Verdi 111 anos

 

 

Amanhã assinalam-se 111 anos sobre a morte do compositor italiano mais trauteado de ópera em todo o mundo. Prepare-se, ouça uma peça de ópera, esqueça lá o resto. Ouça Verdi, Giuseppe Verdi (1813-1901). Não faz mal nenhum e aguça o espírito. Digo eu.



publicado por Patrícia Reis às 08:35
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Listas (obrigada Patrícia!)

In 1958, Jack Kerouac wrote a letter to Don Allen. In closing, he included a 30-point list of "essentials" that he titled "Belief and Technique for Modern Prose." It read as follows.

(Source: Heaven and Other Poems; Image: Kerouac, courtesy of Beat is Back.)

  1. Scribbled secret notebooks, and wild typewritten pages, for yr own joy
  2. Submissive to everything, open, listening
  3. Try never get drunk outside yr own house
  4. Be in love with yr life
  5. Something that you feel will find its own form
  6. Be crazy dumbsaint of the mind
  7. Blow as deep as you want to blow
  8. Write what you want bottomless from bottom of the mind
  9. The unspeakable visions of the individual
  10. No time for poetry but exactly what is
  11. Visionary tics shivering in the chest
  12. In tranced fixation dreaming upon object before you
  13. Remove literary, grammatical and syntactical inhibition
  14. Like Proust be an old teahead of time
  15. Telling the true story of the world in interior monolog
  16. The jewel center of interest is the eye within the eye
  17. Write in recollection and amazement for yourself
  18. Work from pithy middle eye out, swimming in language sea
  19. Accept loss forever
  20. Believe in the holy contour of life
  21. Struggle to sketch the flow that already exists intact in mind
  22. Don't think of words when you stop but to see picture better
  23. Keep track of every day the date emblazoned in yr morning
  24. No fear or shame in the dignity of yr experience, language & knowledge
  25. Write for the world to read and see yr exact pictures of it
  26. Bookmovie is the movie in words, the visual American form
  27. In praise of Character in the Bleak inhuman Loneliness
  28. Composing wild, undisciplined, pure, coming in from under, crazier the better
  29. You're a Genius all the time
  30. Writer-Director of Earthly movies Sponsored & Angeled in Heaven
As ever,
Jack

 



publicado por Patrícia Reis às 00:03
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
A poça

A alma rebolou com cuidado, a dor estava mesmo dentro do coração, a alma já o sabia e, conhecendo a dimensão da coisa, achou melhor sair do corpo e ficar aos pés da cama. Quando o corpo ficou vazio já não existiam lágrimas para chorar. Aos pés da cama fez-se uma poça.



publicado por Patrícia Reis às 00:05
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Tenho dito



publicado por Patrícia Reis às 00:06
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
Ou não



publicado por Patrícia Reis às 00:05
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Domingo, 22 de Janeiro de 2012
a aspirina

A verdade já não conta muito, o que está cristalizou-se, haverá quem corra por aí com miúdos em parques e serras, famílias mudas e coisas impensáveis que se passam nas casas das pessoas. A mulher toma os comprimidos todos, junta dois quadrados para a dor de cabeça, lembra-se do Senhor Pessoa e do poema, não o diz para não enervar com o excesso de memória, murmura um palavrão e sabe que tem de ir. Sair. Fazer coisas. 



publicado por Patrícia Reis às 00:08
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Sábado, 21 de Janeiro de 2012
Blame it



publicado por Patrícia Reis às 00:01
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Olhar para trás

Lado a lado, sem dizer muito, apenas o essencial, em minutos, voltaram atrás. O tempo recuou com eles sem qualquer acidente, suave. Não havia culpa e restava o amor. Afinal, o amor pode viver uma vida inteira, segundos e milésimos de segundos, sobrevivendo a tanto, mesmo a equívocos, coisas fora do tempo. Não disseram mais do que seria de esperar. Sem o saberem sabem. E é tudo o que importa.



publicado por Patrícia Reis às 20:51
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
Vou ali, já venho



publicado por Patrícia Reis às 18:59
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Domingo, 15 de Janeiro de 2012
O Tiago!

 

Sim, já sei, o Natal passou, mas o Tiago, como o meu pai, celebra hoje o seu aniversário. Um ano e o Tiago a rastejar pelo chão!



publicado por Patrícia Reis às 19:21
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Sábado, 14 de Janeiro de 2012
As coisas de Inês Fonseca Santos
As coisas livres
 
Havia várias formas de chamar-te.
Chamar-te não era apenas dizer o teu nome.
Muito menos fazer-te virar a cabeça na direcção da casa.
Era conhecer-te o rosto - dedicado, disponível, raro.

 

 

 
 
 
As coisas livres ficaram escritas no chão.
 
 
Inês Fonseca Santos, As Coisas, edição Abismo com ilustrações de João Fazenda


publicado por Patrícia Reis às 01:03
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012
o mundo sem juízo na oficina de escrita da Bertrand

Então, as contas foram feitas e concluiu-se que o ordenado de Eduardo Catroga equivale a sete anos de ordenado mínimo.

Depois, avaliou-se o valor de mercado.

No fim, escreveram-se textos de índole erótica, uns com batota, outros nem por isso. Numa sala fria, no Chiado, quinze pessoas falaram e escreveram sobre o mundo sem juízo, os escritores e outras coisa. Houve risos e um único atraso, além de uma ausência justificada e outra nem por isso.

A vida continua, não é? Sim, com Catroga ou erotismo, a vida continua.



publicado por Patrícia Reis às 11:23
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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
história pela manhã

Mulher, deixei uma carta para a polícia, com o número do psiquiatra e o nome dos medicamentos que engoli. Já tratei de tudo com a Funerária Barata, não precisas de te preocupar. Não quero velório ou flores. Não leves a mal o pragmatismo, é mais simples assim,  não quero causar mais problemas.

Quanto à dor nada posso fazer. A dor passa com o tempo. Como amor, de certa forma. Perguntarás a razão desta decisão, não foi impensada, garanto-te, há mais de um ano que me assalta. São muitos anos a viver com desconforto e sem nexo. São quase 70. Tenho o direito a ir. Dirás aos miúdos que os amo, dirás aos mais pequenos que me fui no sono. E pouco mais.

Podia dizer-te que foram anos muito felizes, mas não é verdade. O trabalho, as dificuldades, as coisinhas da vida, tudo a atropelar-nos sem mais e um casamento aguenta muita coisa, não aguenta tudo. Por muito tempo, pensei: ficamos juntos por causa dos miúdos. Agarrei-me a essa ideia. Os miúdos como um chão seguro. Fiz planos, um iria para medicina, o outro para engenharia ou arquitectura. Vê como a vida me trocou as voltas. Olha bem para eles. Como boa leoa, sairás em defesa dos teus meninos, mesmo que já tenham quase 40 anos. Faz parte da tua natureza. Uma das coisas que me levou a amar-te: essa estranha forma de lutar com a maldade da vida. Mas isso foi há muito tempo, passou-se metade de um século e agora já não me apetece mais. Já sei. Como sempre: egoísta até ao fim. Perdoa-me, então. Não é uma palavra adequada, é a palavra que tenho. Desejo que possas ir fazer a vida que queres, sem horas ou camisas, sem as minhas manias, o meu comodismo, as dores crónicas e as outras embirrações. Se te causei muito mal...sim, causei, desculpa. Morrer não é um consolo, será uma dor, já sei, apesar disso espero que possas brilhar nas horas estranhas a que gostas de ir ao cinema, arranjar o cabelo, jantar no restaurante no novo, ver a peça de teatro alternativa, numa tentativa vã de combater a idade. Tens ideia de que é isso que fazes? Talvez não. Agora pouco importa. Não te esqueças de dar água ao cão e de o levar à rua. Está velho, mais do que eu, mais do que tu. Tem idade de cão e não pode tomar estes comprimidos todos que aqui tenho. Beijo-te pela vida inteira



publicado por Patrícia Reis às 09:48
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
o ego para cima:)

http://escrifalar.blogspot.com/2012/01/por-este-mundo-acima.html



publicado por Patrícia Reis às 16:31
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012
Trabalho de escola do Sebastião sobre O Amor de Perdição



publicado por Patrícia Reis às 22:06
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sonhos separados

Houve uma lista que deve de ser feita. Uma ida à farmácia. Telefonemas urgentes. Coisas triviais. Depois o homem pensou que seria uma noite calma, podiam conversar, fazer amor. Dez minutos depois da luz se apagar, o homem ressonava e o outro lado da cama continuava vazio. A mulher, enrolada numa manta, ouvia os carros passarem lá fora, a gata a querer entrar na sala, o silêncio estranho das casas, as madeiras que rangem, as correntes de ar. Pensou no homem na cama. A sonhar sonhos separados. Depois apagou tudo com calma, foi à casa de banho sem fazer barulho, nada de luzes, apenas a coisa irritante da água a levar o papel por um qualquer tubo ou cano. Na cama, sentiu a respiração pesada do homem. Encostou-se a ele e fechou os olhos. Não iria dormir, mas podia ficar ali. Só ficar. Às vezes isso basta-lhe, outras vezes nem por isso. Para o homem deve ser o mesmo, considera. Depois afasta os pensamentos e começa a cantar, na cabeça, todas as canções cuja letra sabe de cor. Felizmente são muitas e irão durar algum tempo e, enquanto cantar no palco que é a cama, encostada ao homem que dorme profundamente, não terá de pensar em nada, não terá de fazer nada.



publicado por Patrícia Reis às 01:56
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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012
Podia ser outra coisa

Podia ser outra coisa?, perguntou a mulher.

O homem encolheu os ombros. Já pouco importava e outra coisa era demasiado complexo para definir, em especial à hora de jantar quando, para ser sincero, só está interessado nos resumos da bola.

Encolheu, assim, os ombros, um gesto ligeiro. E a mulher disse:

 

Encolhe lá os ombros outra vez, vá! Encolhe.

 

Nesse momento, o homem percebeu que o melhor seria tirar os olhos do ecrã e encarar a mulher com quem dividia o IRS e outras maleitas, como as obrigações de natal e aniversários, casamentos, funerais, doenças e problemas de canalização (este fruto de um prédio pouco estimado pelo senhorio, apesar das constantes queixas dos inquilinos). Olhando no fundo dos olhos da mulher não viu nada. Ou melhor, viu uma bola e depois regressou ao ecrã.

Dessa vez foi ela quem encolheu os ombros, mas ele não deu por isso.



publicado por Patrícia Reis às 18:03
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Domingo, 8 de Janeiro de 2012
The shape of my heart



publicado por Patrícia Reis às 01:27
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