De uma forma absurda a ideia foi ficando pesada e nítida, como algo que transcendia os desejos da mulher, impossível de controlar. Estava em tudo, em detalhas de nada, pequenas peças do dia-a-dia. Às vezes encontrava-a nos semáforos olhando os casais a discutir nos carros, outras nos sonhos. Com o tempo, a ideia tornou-se uma forma de viver. Podia ser discutível e até sem sentido, mas era dela e, com o tempo, talvez fosse a única coisa passível de reclamar como sua. 