Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

um som apenas

sem fazer alarido, como é seu timbre, sem grande exaltação, o homem retirou-se. Mais tarde, a mulher encontrou um respirar profundo que indicava apenas o estado do sono e, mesmo querendo acordá-lo para contar isto ou aquilo, deixou que a noite fosse apenas uma invasão e não disse nada, andou de pézinhos de lã e procurou não fazer barulho. Apetecia-lhe escrever ou apenas conversar, continuar na toada da noite, mas a casa caiu no silêncio, os quartos ocupados e uma sensação estranha de estar atrasada. Deitou-se e fingiu, como em tantas noites, o exercício estranho do sono. Sem sucesso.

publicado por Patrícia Reis às 02:32
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2 comentários:
De MM a 15 de Maio de 2013 às 13:36
enquanto conduzia noite dentro, sem se cruzar com nenhum outro carro ou qualquer noctívago, desses que deambulam pelas ruas silenciosas a matar o tempo até que o dia nasça, a mulher pensava que a felicidade era aquilo, um anel novo no dedo, uma blusa vermelha e negra, o rosto esculpido trazido de longe, as conversas retomadas de outras anteriores, os súbitos ataques de riso, confidências partilhadas, a certeza de que o amor existe e é bom.


De Patrícia Reis a 15 de Maio de 2013 às 16:51
:)


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