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  <title>Patrícia Reis </title>
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  <description>Patrícia Reis  - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Wed, 16 May 2012 23:06:51 GMT</pubDate>
  <title>Auto ajuda 4</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/patriciareis/fotos/?uid=SjRO2o3ziQERQyZoHhm8&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5c069a31/12276109_otV9A.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;130&quot; height=&quot;130&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Não um pin assim, mas deveria existir e como ainda está presa à contagem dos acidentes provacados anteriormente e à imagem da mala, a mulher arranja desculpas que sejam plausíveis e que tenham alguma graça. Leio algures que, se prestarmos atenção, a vida tem imensa graça. Não vem com instruções, mas tem graça. Pois ainda bem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 15 May 2012 23:05:10 GMT</pubDate>
  <title>Auto ajuda 3</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/patriciareis/fotos/?uid=YIQ3K2MNyPkini27vzfL&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2606e49c/12276102_FP1dU.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;130&quot; height=&quot;123&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Claro que a mentira é evidente, mas que importa? Se todos os acidentes forem entendidos assim, pode ser que consiga chegar ao final da semana. E depois tudo ficará mais leve. Ou mais pesado. Pois depende. Da quantidade de acidentes provocados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 14 May 2012 23:04:04 GMT</pubDate>
  <title>Auto ajuda 2</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/patriciareis/fotos/?uid=OozlFWYiJ0uHMSpTD277&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B70064486/12276097_WOs81.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;99&quot; height=&quot;130&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Por mais que tente, o homem não consegue enganar a mulher. Ela toma as drogas, ele fica com o amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 13 May 2012 23:00:56 GMT</pubDate>
  <title>Auto-Ajuda 1</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/patriciareis/fotos/?uid=f4qT7IHUrSmJRwUN2pSz&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf20871dc/12276073_JAhdN.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;320&quot; height=&quot;220&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A mulher pensou na mala. Está naquilo a que muitos podem dizer que é um escritório, para ela é apenas um monte de coisas desorganizadas e, sendo como é, faz por ignorar, o impulso de arrumar e deitar fora está nela e, ciente disso, fica quieta. Seja como for, a mala está ali e é pequena, cor de rosa, cabem as coisas essenciais e até podia ir vazia. Ir deveria ser um direito e nunca um verbo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 13 May 2012 09:55:06 GMT</pubDate>
  <title>ùltimas horas</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O sol pode ser que faça o favor de trazer a Lisboa a hipótese de um domingo feliz, um dia sem fazer nada, ir à feira do livro pela última vez este ano e aproveitar, como tantos fazem, a pensar em aniversários e até no Natal. Se a constipação ajudar, lá estarei às quatro na Planeta para assinar o Diário do Micas, às 17h na Praça Leya.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 12 May 2012 01:00:40 GMT</pubDate>
  <title>A total incompreensão do barulho dos outros</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Há forma de estar. Tomou nota de todas e, por isso, em princípio, consegue manter a postura. Opta por brincar aos castelos medievais com os miúdos e percebe logo que tudo será mais fácil se ficar ali a ver quantos gatos é que existem, onde está o cão que dorme e aquele que tem um osso. Os miúdos querem fazer uma corrida de carros e depois dançar. Adormecem contra vontade na cama da mãe e, nessa altura, a mulher não tem outra hipótese, tem de se sentar com os restantes, ser simpática, ouvir, dizer pouco. Sem entender um potencial mal entendido entre duas pessoas sente o coração a disparar, uma arritmia, mas ninguém sabe que o som do coração ultrapassa o das gargalhadas ou da música étnica. Ninguém pode imaginar que o coração dela é hoje um músculo diminuto que não está pronto para enfrentar mal entendidos. A mulher sente os corações no peito, na garganta e, quando o prato chega à sua frente, pode até ver o formato do músculo da vida em tiras de uma carne embrulhada em puré de qualquer coisa. Experimenta o vinho, tenta acompanhar com interesse a conversa do lado, mas a sua cabeça já está dentro de uma outra história e a história é sempre a mesma: podia estar a fazer, a escrever, a olhar para a lareira, encostada ao meu marido a ler, a dormir. Dormir tornou-se uma obsessão e, à francesa, sem nunca ter entendido a origem da expressão, despediu-se de todos, atravessou Monsanto, viu as putas e os clientes, entrou na auto estrada, fez o túnel do Saldanha, subiu ao lugar de trabalho, um espaço estranhamente silencioso, deixou um pacote e um recado escrito à pressa. Voltou ao carro e driblou todos os semáforos. Em casa, por fim, deixou-se estar a ver as gatas na almofada, as gatas a pensar: irra, fecha a luz. Tomou duas pastilhas para dormir e, apesar do vazio do quarto, sabe que a culpa de estar sozinha é só dela. A sua pele não aguenta a pele dos outros. A sua cabeça está cheia de algodão. Todas as desculpas são válidas. Sem ouvir, ainda ouve o piano de Sassetti, Lisboa que Amanhece, de Sérgio Godinho, na voz de Carlos do Carmo. Naquele jantar talvez ninguém saiba que a música está orfã de um talento. A mulher também não o diz, não quer falar da morte estúpida aos 41 anos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Não vale a pena dizer nada do que sabe ou fez, prefere ouvir os outros até um limite, o tal em que o coração dispara e o corpo começa a mostrar sinais de suor. É como uma campainha, um atleta de alta competição que salta à vara, está de saída. Está sempre de saída e regressa sozinha. Não se pode admirar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 11 May 2012 16:20:06 GMT</pubDate>
  <title>Bernardo</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;object width=&quot;410&quot; height=&quot;281&quot; classid=&quot;clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot;&gt;&lt;param name=&quot;src&quot; value=&quot;http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/1Jk47zbzM25uKDkf5mFh/mov/1&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;embed width=&quot;410&quot; height=&quot;281&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/1Jk47zbzM25uKDkf5mFh/mov/1&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O bizarro foi perceber que não era mentira. Que não era um boato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bernardo tinha a minha idade. Gostava de fotografia. Morreu. Estupidamente. Como sempre a morte tem este lado estúpido. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 11 May 2012 09:01:17 GMT</pubDate>
  <title>Um pouco </title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Um pouco de paz na calçada. Mesmo que a cidade esteja a fervilhar à volta, o barulho dos carros seja um sinfonia sem sentido e qualidade, a mulher faz o caminho a pé para estar isolada. O telefone no silêncio. O som dos sapatos não se ouve. A cabeça dela mantém-se a fervilhar, tenta desligar, ver as pessoas, os prédios e esvaziar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Ela pensa que paz pode ser só isto? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Não, não se engana. Faz de conta. Apenas um pouco.   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 09 May 2012 23:02:43 GMT</pubDate>
  <title>Devagar</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Devagar é uma palavra que atrapalha. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Como descansar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Ou relaxar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Ou talvez. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Mas devagar chega a ser penoso. Como: &quot;tens de ter calma.&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Isto pensou a mulher sentada no avião a caminho da outra margem do oceano. Pediu vinho tinto e a hospedeira sorriu perguntando se queria do Douro ou Alentejo. A mulher encolheu os ombros e ficou com um copo cheio de vinho de uma região qualquer não identificada. A hospedeira já não sorria. &quot;Parece que temos de saber de vinhos também, além de ter calma.&quot; As conversas com as vísceras são, na sua maioria, feitas de farrapos de coisas. A janela do avião irrita-a.  Não gosta de voar. Bebe o vinho e toma um indutor de sono. &quot;Agora sim, terei imensa calma e irei devagar, voarei devagar.&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 08 May 2012 23:15:26 GMT</pubDate>
  <title>Engoli-te</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Engoli-te. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Estávamos a almoçar no mesmo restaurante e eu não contive o impulso. Aproximei-me de ti e foste. Quer dizer, estás dentro de mim e serás, decerto, expelido devidamente como o nojo que és. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Engoli-te por te ter visto com uma miúda, tu de cabeça ao lado e eu com o coração da minha irmã no bolso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Engoli-te porque pessoas como tu merecem tsunamis inesperados, imprevisíveis, impossíveis. À miúda eu disse: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;Ganhas mais do que perdes.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 May 2012 23:52:09 GMT</pubDate>
  <title>Fácil? Nem por isso</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/patriciareis/fotos/?uid=J2slN22uLYz1NS1zLmdM&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B34095fab/11946389_p8uYD.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;320&quot; height=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 May 2012 23:04:51 GMT</pubDate>
  <title>Uma boa prenda</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/VSDX8mJHSfs&quot; width=&quot;420&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 06 May 2012 23:50:16 GMT</pubDate>
  <title>Simples</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/patriciareis/fotos/?uid=B02UJZBrsteyd4bpM03d&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bcf09abd8/11946324_BntZz.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;213&quot; height=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 05 May 2012 23:45:51 GMT</pubDate>
  <title>Medos não têm piedade</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A frase não estava encaixada onde deveria, pouco importava, medos não têm piedade nem soava bem. Ninguém ouvira, não fazia mal. Nada fazia mal. O que é que faz mal nos dias que correm, perguntava-lhe a empregada doméstica? Nada. Os ossos doem, as contas acumulam-se, há um nada, uma importância de nada, que está em tudo e, por isso, ter os medos já não são papões no guarda-fatos prontos para ataques nocturnos. Os sonhos são outra conversa e ela não queria ir por aí. A empregada perguntou se podia retirar o santo da redoma de vidro, para limpar o pó. E ela pensou: o pó entra no vidro? O pó acumula-se por fora. Depois fez que sim com a cabeça. Segundos depois ouviu um ruído, um ai, uma espécie de grito contido. A empregada, na sala, joelhos no chão, apanhava os cacos do santo. Sim, não há piedade. Em nada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 04 May 2012 23:38:42 GMT</pubDate>
  <title>Palavras</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;As palavras são muros de defesa. Para quem as domina podem ser letais. Há um poder quando têm som, um poder maior quando estão escritas e podemos ler e reler. Há coisas que nunca deveriam ser escritas e outras que fazem falta. Pela cidade encontro alguma poesia, um amo-te Alexandra, um diz adeus à guerra, letras que formam palavras, palavras que formam ideias. Na minha cabeça as palavras estão esgotadas ou cansadas. Ou então sou apenas eu. Hoje. Amanhã será outra coisa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 03 May 2012 23:42:12 GMT</pubDate>
  <title>Regressar</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A mulher decidiu regressar devagarinho e, por isso, optou pelas escadas. Ir de elevador pode ser perigoso, não tanto pela questão técnica, mas por ter de dizer bom dia a alguém, o tempo está mau lá fora, quer ajuda com os sacos? Coisas destas. Subiu os degraus com lentidão e esforço, a mala não estava muito pesada, mas mesmo assim. Uma mala não é uma vida, mas pode ser. A cada degrau, a mulher parava. Olhou para a mão direita e viu as marcas da pega, vincos vermelhos. Por fim, já em frente à porta de casa, decidiu que talvez fosse melhor ir de elevador e regressar à rua, para dentro da chuva, como alguém que é pó e se pode dissolver e escorrer pela calçada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 29 Apr 2012 02:08:54 GMT</pubDate>
  <title>Até já</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/patriciareis/fotos/?uid=S1aURlWZsnZh5qfzb6nS&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd00979b1/11647440_zgDm2.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;130&quot; height=&quot;128&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Por razões de força maior - familiares, literárias e outras - estarei ausente durante uns tempos. Até já.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 27 Apr 2012 18:32:57 GMT</pubDate>
  <title>bom fim de semana</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/patriciareis/fotos/?uid=nhS8aNE67RdBbyUZwkpf&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6309a352/11545323_Dd2ZI.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;320&quot; height=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 26 Apr 2012 10:10:14 GMT</pubDate>
  <title>As mães. Sem as mães? Nada</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/RoQ1iYREvgI&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A publicidade não podia ser mais eficaz. A mensagem está lá e as marcas apenas no fim. O respeito é evidente. O desporto está acima do resto, dos negócios, dos logótipos. É uma homenagem às mães. Música do italiano Ludovico Einaudi.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 26 Apr 2012 08:20:49 GMT</pubDate>
  <title>Hoje é assim</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/patriciareis/fotos/?uid=s3gzc1tcZjG7blaziEE1&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gd009745d/11507551_yItEh.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;320&quot; height=&quot;213&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A mulher podia ter feito outros gestos. Ficou parada durante muito tempo. A noite engolia tudo. O silêncio desdobrado em ruídos só do prédio, canos, soalhos, portas e elevadores lá longe. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A mulher começou a escrever na escuridão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Sem óculos, sem computador, sem incomodar quem dormia ao lado. E escreveu um capítulo inteiro e depois adormeceu. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Hoje não se lembra de nada, quase nada, não importa. Não considera que esteja na nuvem do impossível, está onde precisa e pode estar. Escrever também é isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 25 Apr 2012 09:48:13 GMT</pubDate>
  <title>25</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Hoje é o dia da Liberdade. Dos cravos e das canções do Zeca Afonso e da voz de Paulo de Carvalho. Hoje é o dia que não pode  ser esquecido porque, afinal, vivemos há menos tempo em democracia do que vivemos sem ela. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Liberdade tem vários sinónimos, um deles é reciprocidade, paridade, o ser para os outros na mesma medida em que são para nós. Não há gavetas e caixinhas. Liberdade são pessoas, rostos de todos os feitios e formatos, que podem conversar e sorrir. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Este dia é, todos os anos, um dia feliz. Hoje será um pouco menos porque uma mãe perdeu um filho e esse filho amava, tanto quanto a mãe, a liberdade ganha. Não está cá para a celebrar. Assim, quando for à feira do livro, logo à tarde (se São Pedro ajudar) levarei um cravo pela Helena, pelo Miguel e por todos os que não o podem trazer ao peito. Em sinal de que a memória não se apaga nunca.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 24 Apr 2012 21:44:38 GMT</pubDate>
  <title>Para a Helena</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
  <link>http://vaocombate.blogs.sapo.pt/409648.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;i carry your heart with me (i carry it in&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; my heart) i am never without it (anywhere&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; i go you go, my dear; and whatever is done&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; by only me is your doing, my darling)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;                                   i fear&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; no fate (for you are my fate, my sweet) i want&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; no world (for beautiful you are my world, my true)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; and it&apos;s you are whatever a moon has always meant&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; and whatever a sun will always sing is you&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; here is the deepest secret nobody knows&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; (here is the root of the root and the bud of the bud&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; and the sky of the sky of a tree called life; which grows&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; higher than the soul can hope or mind can hide)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; and this is the wonder that&apos;s keeping the stars apart&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; i carry your heart (i carry it in my heart)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;e.e.cummings&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 23 Apr 2012 23:02:24 GMT</pubDate>
  <title>E mais um Micas, desta vez numa homenagem a Eusébio e uma viagem à década de 60</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
  <link>http://vaocombate.blogs.sapo.pt/409012.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/patriciareis/fotos/?uid=uFwGmWJQczlON2wvIGsF&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B20097397/11475194_wwJL4.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;328&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O Diário do Micas é uma colecção que faz parte do Plano Nacional de Leitura, começou como uma brincadeira, uma prenda para o meu filho mais novo, e deu nisto: vários volumes passados em museus do país e com um grupo de malta amiga que não sendo os cinco ou os sete, são parecidos:) Seja como for, quem me conhece, sabe que digo que sou do belenenses, para que não me falem muito de futebol. Foi, também por isso, um desafio enorme escrever um livro sobre o museu do Benfica que vai abrir e, de repente, virar o bico ao prego e escrever sobre um sonho, a década de 60, o Eusébio, o Bom Gigante, a praga do treinador hungáro. E aqui têm uma ilustração do Pedro Alves, o nosso homem de serviço desde o primeiro volume, e estamos prontos para o próximo. Este já está nas bancas e, mais do que agradar a benfiquistas, pretende encher as medidas a miúdos de vários clubes e que querem torcer por Portugal. Ou seja, é um livro sem preconceitos ou tendências mais para aqui e para ali, porque, como dito, sou do belenenses. Bom fim de semana e boas leituras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 22 Apr 2012 23:07:14 GMT</pubDate>
  <title>dia do livro!</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;E hoje o livro reina: à tarde na antena 2 com Ana Daniela a gerir o microfone e às 18h30 na Bertrand do Chiado com Mário Cláudio e Sérgio Godinho, com moderação de Anabela Mota Ribeiro.&lt;/span&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/patriciareis/fotos/?uid=aZRa9F1Zv0sSryP35zbk&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gdd0958b1/11477511_jOuud.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;288&quot; height=&quot;288&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 21 Apr 2012 23:00:06 GMT</pubDate>
  <title>a seringa</title>
  <author>Patrícia Reis</author>
  <link>http://vaocombate.blogs.sapo.pt/409389.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A minha mãe lembra-se. Tenho a certeza. Era uma caixa metálica, fria, daquelas que parece de hospital e, ao mesmo tempo, nos reflecte com uma certa distorção. Uma criança não resiste a uma caixa destas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Lá dentro estava a seringa de vidro e as agulhas, fínissimas e enormes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Pelo menos pareciam ser gigantes. Depois de dar a injecção, o meu tio-avô certificava-se que a seringa ficava limpa, água a ferver numa panela e a caixa, ali, à espera, na bancada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;Não mexas nisso. As seringas são de vidro e as agulhas podem...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Completava eu a frase: fazer doer. Agora já sei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A memória é estranha. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Tenho a certeza que só a minha mãe se lembra desta caixa e, na mudança da casa enorme para a casota dos subúrbios, a caixa foi-se, sumiu. Nunca mais a vi. O meu tio-avô ainda ia às compras, fazia coisas com as mãos, brincava com os paus de carvão, mas deve ter deixado de dar injecções. Ou então, por outras razões estranhas, a mesma caixa aparecerá um dia, metida num caixote. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A caixa metálica, hospitalar, com a seringa de vidro e a imagem do meu tio-avô distorcida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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