Sábado, 24 de Maio de 2008

hoje de manhã com a minha mãe


Na minha mala da minha mãe há uma lixa específica para as unhas.
Uma água de colónia nova, dois telemóveis de redes diferentes, uma carteira, um baton, chaves e um espelho pequeno.
Não há rebuçados, mas podia haver.
No carro dela, a caminho do novo museu do Oriente, ouve-se rádio ou, mais tarde, Mayra Andrade em francês (e a minha mãe canta baixinho para não dar nas vistas, ela é assim). Admiramos as máscaras, os pagodes, as tapeçarias, as caixas de chá e corremos atrás dos miúdos que lêem nas paredes coisas sobre os biombos namban e a chegada dos portugueses ao Japão, a história de Macau e as tradicões no Vietnam.
Vimos tudo na escuridão que o museu oferece de dedo dado, porque não damos a mão, apenas o dedo mindinho de uma enfiado no dedo mindinho da outra, uma pequena amarra.
Não sei quantas pessoas podem visitar os museus com as mães, não quero pensar nisso, deveria ser consagrado na lei como um direito e dever.
Faz-nos bem.
publicado por Patrícia Reis às 15:58
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