Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

espiral

What do you say when it's all gone away, canta a moça no meu computador. It never rains when you want it to. You humble me Lord. Já ouvi sete vezes esta canção. Deduzo que volte ao princípio daqui a pouco. Tenho dias assim. Músicas assim. Como o Case of you da Joni Mitchell. Ou No dia em que fui mais feliz da Adriana Calcanhoto. Hoje é a Norah Jones, não a coisa comercial, mas este apelo pela salvação e pelo perdão. Era tudo melhor se eu acreditasse no perdão. Não acredito. Tão pouco na salvação. Acredito no poder imenso da oração, o que pode parecer estranho para muitos, mas na verdade pouco me importa. São tão poucas as coisas que me importam nos dias de hoje. It never rains when you want it to. Faço listas quando falo ao telemóvel. Faço listas desde que me lembro, listas de números, o que é ridículo porque sou contra a matemática desde miúda, nunca a compreendi nem a compreenderei. As minhas listas são como as minhas músicas. Obsessivas. Devo ter apanhado isto do meu pai. Ou de alguém assim, as ondas cerebrais sempre a rodopiar no mesmo sítio até que se é expulso da espiral pela força da natureza, por mero acaso. Estou a dizer disparates. Já sei. It never rains when you want it to.

publicado por Patrícia Reis às 00:00
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