Quarta-feira, 16 de Outubro de 2013

prático?

 

 

Am I asking for the moon?
Is it really so implausible?
That you and I could soon
Come to some kind of arrangement?

I'm not asking for the moon
I've always been a realist
When it's really nothing more
Than a simple rearrangement

With one roof above our heads
A warm house to return to
We could start with separate beds
I could sleep alone or learn to
I'm not suggesting that we'd find
Some earthly paradise forever
I mean how often does that happen now
The answer's probably never
But we could come to an arrangement
A practical arrangement
And you could learn to love me
Given time

I'm not promising the moon
I'm not promising a rainbow
Just a practical solution
To a solitary life

I'd be a father to your boy
A shoulder you could lean on
How bad could it be
To be my wife?

With one roof above our heads
A warm house to return to
You wouldn't have to cook for me
You wouldn't have to learn to
I'm not suggesting that this proposition here
Could last forever
I've no intention of deceiving you
You're far too clever
But we could come to an arrangement
A practical arrangement
And perhaps you'd learn to love me
Given time

It may not be the romance
That you had in mind
But you could learn to love me
Given time




publicado por Patrícia Reis às 00:09
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Terça-feira, 15 de Outubro de 2013

Não sei pintar, amor

publicado por Patrícia Reis às 00:11
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Segunda-feira, 14 de Outubro de 2013

O'Neil

«Animais doentes as palavras
Também elas vespas formigas cabras
De trote difícil e miúdo
Gafanhotos alerta
Pombas vomitadas pelo azul
Bichos de conta que fazem de conta
Pequiníssimas pulgas de uma sílaba só
Lagartos melancólicos
Estúpidas galinhas corriqueiras
Tudo tão doente tão difícil de
De manejar de lançar de provocar
De reunir
de fazer viver

Ou então as orgulhosas
Palavras raras
Plumas de cores incandescentes
Altos gritos no aviário
E o branco sem uso
Imaculado
De certas aves na solidão

Para dizer
Queria palavras tão reais como chamas
E tão precárias
Palavras que vivessem só do tempo de dizer a sua parte
No discurso de fogo
Logo extintas na combustão das próximas
Palavras que não esperassem
Em sal ou diamante
O minuto rídiculo precioso raro
De sangrar a luz a gota de veneno
Catava das entranhas ociosas.»

Alexandre O'Neill in 'No Reino da Dinamarca', 1958 (obrigada Margarida por mo recordares)
publicado por Patrícia Reis às 00:05
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Sexta-feira, 11 de Outubro de 2013

devagar

Se vos for possível, peço, fechem a porta devagar e voltem na segunda, pode ser? Bem hajam.

publicado por Patrícia Reis às 19:46
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Quinta-feira, 10 de Outubro de 2013

Problema de expressão

publicado por Patrícia Reis às 00:03
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Quarta-feira, 9 de Outubro de 2013

Marvel

A mulher considerou a hipótese, olhou de novo para o livro e, depois, sem olhar para os filhos, para o marido ou para o cão, caiu para dentro do livro de banda desenhada. Aí o corpo seria elástico, a força atómica, a capacidade de reagir instântanea. Por uns minutos sentiu-se bem. Depois abriu os olhos e comeu mais bolachas com queijo.

publicado por Patrícia Reis às 00:31
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Terça-feira, 8 de Outubro de 2013

Simone, uma biografia

 

A pergunta é: há mais para saber sobre a Simone? Há muito, muito para saber, para rir, chorar, para ficarmos mais perto. Entrevistar sempre foi das minhas tarefas preferidas, todos os minutos contam e é preciso saber ouvir. Esta biografia - escrita na primeira pessoa - tem um pouco de tudo. É uma edição da Matéria-Prima, da Liliana Valpaços e Inês Queiroz, a quem eu agradeço a confiança. Deve estar nas bancas depois de dia 17 e dia 31 teremos lançamento na Fnac do Chiado.

publicado por Patrícia Reis às 11:55
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Segunda-feira, 7 de Outubro de 2013

na primeira fila

publicado por Patrícia Reis às 00:17
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Domingo, 6 de Outubro de 2013

Devagar

A mulher decidiu que o melhor seria acordar devagar, em andamentos, como se fosse uma sinfonia. Primeiro sentir os pés, as pernas, o estômago, as mãos, o peito, a cabeça e, só no fim, abrir os olhos sabendo todas as tarefas que a aguardam. Quando abriu os olhos viu o quadro branco, os lençóis brancos e pensou que estava dentro de uma nuvem. Voltou a encolher-se, voltar para dentro. Sofre de angústia domingueira e só há uma pessoa capaz de soprar e mandar tudo embora. Agora o quarto não existe, ela continua dentro da nuvem.

publicado por Patrícia Reis às 10:51
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Sábado, 5 de Outubro de 2013

agora tu dizes como queres fazer

A mulher pensou naquilo e seguiu, porta fora, a porta a bater, óculos escuros para se esconder, casaco de lã, o cão a reboque. A mulher não sabia como responder ao

 

agora fazes como queres fazer

 

pela simples razão de não querer fazer. É mais fácil não querer. Para ela. Deixou-se  no passeio do asfalto, o cão a farejar, um carro que passa, a aldeia cada vez mais pequena. A solidão era uma nuvem que tapava o sol e a pergunta, sempre a mesma, 

 

agora fazes como queres fazer

 

Parou a meio caminho, considerando que podia comprar pão, mas não tinha dinheiro, por isso não valia a pena. Podia pagar mais tarde, mas isso implicava uma troca de palavras. À porta da mercearia, um balde com vassouras despertou-lhe um querer, um querer mais forte do que não querer. Tirou uma vassoura com cuidado, cabo vermelhor, cabo de madeira.

Sorriu para o cão, largou a trela e levantou voo.

Agora fazia como queria.

publicado por Patrícia Reis às 12:33
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Sexta-feira, 4 de Outubro de 2013

That's not the shape, the shape of my heart

He deals the cards as a meditation
And those he plays never suspect
He doesn't play for the money he wins
He doesn't play for the respect
He deals the cards to find the answer
The sacred geometry of chance
The hidden law of probable outcome
The numbers lead a dance

I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But that's not the shape of my heart

He may play the jack of diamonds
He may lay the queen of spades
He may conceal a king in his hand
While the memory of it fades


I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But that's not the shape of my heart
That's not the shape, the shape of my heart

And if I told you that I loved you
You'd maybe think there's something wrong
I'm not a man of too many faces
The mask I wear is one
Those who speak know nothing
And find out to their cost
Like those who curse their luck in too many places
And those who fear are lost

I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But that's not the shape of my heart
That's not the shape of my heart

publicado por Patrícia Reis às 10:33
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Quinta-feira, 3 de Outubro de 2013

Substituir dor por amor

Se substituir palavras más por boas talvez a vida seja um sonho.

publicado por Patrícia Reis às 22:16
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Quarta-feira, 2 de Outubro de 2013

a luz da lua

 

Oiço Sting. Por ser mais fácil. Por saber todas as letras de cor. Por ser um dos músicos que faz a banda sonora da minha vida. Não estou em nenhuma rua, não sou perseguida por vampiros, não tenho um marido muito mais velho que eu, não conheço duas raposas e tão pouco sei jogar às cartas, mas isso não tem qualquer importância.

publicado por Patrícia Reis às 21:17
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Terça-feira, 1 de Outubro de 2013

Alma

publicado por Patrícia Reis às 15:36
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