Sexta-feira, 2 de Maio de 2014

coisa pequenas

O perfume que me deste está quase a terminar.

Os dias estão mais longos.

Há tanto que se podia dizer e um silêncio frio que protege o sistema nervoso, como um coração entre cubos de gelo.

É madrugada, estás em frente à televisão.

Aqui ao lado, dois rapazes dormem ou conversam baixinho e mandam sms. A adolescência. Está certo que seja assim. Um filho e um amigo. A amizade no seu estado mais puro.

Sabem coisas que nem imagino. Que tu não imaginas.

E o coração vai-se encolhendo, como a essência do perfume que desaparece, dia a dia, lentamente.

Muitos dirão que é a percepção exacta de um caminho percorrido.

Outros dirão que os pensamentos circulantes não nos levam a nada.

Tudo circula, até a água quando vai embora, sem destino que se veja, vai circulando no sentido do ponteiro do relógio.

Nestes dias, confesso, as palavras deveriam ser proibidas.

Não se escreve o que se quer e não se quer nada que se possa escrever.

publicado por Patrícia Reis às 00:40
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Quinta-feira, 1 de Maio de 2014

Era bom, não era? Nah, estamos nos paronímias e afins

publicado por Patrícia Reis às 14:35
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