Quarta-feira, 5 de Novembro de 2014

muito mais, então

 

publicado por Patrícia Reis às 17:36
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e foi assim

Ela disse que era uma questão de sobrevivência. A outra acatou. Fizeram derivações sobre o tema. Dava para tudo. As duas mulheres riram-se. Ao telemóvel. Uma no escritório, a outra a guiar pela cidade, chamada em alta voz. Não decidiram nada, não havia nada a decidir. Tudo as transcendia. Uma disse

 

Precisava de não depender de nada. De ninguém.

 

Para isso, amiga, só a morte.

 

E foi assim que a chamada terminou.

publicado por Patrícia Reis às 00:12
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Terça-feira, 4 de Novembro de 2014

podia ser assim

Podia estar mais atenta.

 

Isto disse a mulher. O rapaz respondeu

 

Não vale a pena. Já passou.

 

Ficaram em silêncio.

Ele olhou para o telemóvel diversas vezes, ela manteve-se quieta, por vezes olhando-o como quem o vê pela primeira vez.

 

Achas mal?

 

O quê?

 

Isto. A vida.

 

É o que há.

 

Pois.

 

E tudo passa.

 

publicado por Patrícia Reis às 10:04
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

baby, love never felt so strong

Era a música que tinha na cabeça enquanto pensava na mesa de cabeceira, do lado dele, branca, umas figuras de porcelana em cima, um candeeiro desligado.

Pensava nisso e no resto, o cansaço do corpo, um certo riso contido, uma lágrima, sempre tímida ou pequena, depois a luz a desfazer-se na janela e as ideias a fugirem.

Lá fora, no mundo, tudo seria diferente se a música se tornasse a banda sonora imediata do filme deles.

 

publicado por Patrícia Reis às 16:44
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