Quarta-feira, 28 de Julho de 2010

Há sete anos

O amor vem com instruções. Podemos ignorá-las, esquecê-las e até podemos, nas sábias palavras de alguém, enjoá-las e, consequentemente, a pessoa que nos leva o coração. Quando chegamos ao deserto do amor, olhe, é uma tristeza e, ao mesmo tempo, uma libertação. Quer saber porquê? É muito simples, ficamos mais para dentro, mais sozinhos, mas não temos qualquer expectativa. Estamos sós por opção. Vimos o amor esfumar-se e não vamos atrás dele. Chega a ser uma parvoíce, porque o amor não aparece com facilidade, mas o ser humano é burro e vai repetindo os mesmos erros. Deve ser a tal condição animal. Estou aqui a dizer estas coisas, mas não me dê importância, sou um livro velho, pouco posso adiantar. Ser um livro com uma história de amor só faz de mim o mais banal dos livros. O que é estranho, observando da estante, é a vida que vocês levam: querem, não querem, valorizam, não valorizam, deixam de rir e choram muito. Se me lessem talvez o tempo fugisse mais depressa, talvez a dor fosse outra. Acha que é um disparate? Seja. Os livros também têm muitos disparetes. Páginas de disparates. Como os corações, afinal.

publicado por Patrícia Reis às 00:31
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