Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

são dois para lá, dois para cá

O bar podia estar vazio, para ela pouco fazia.

Era um bar de hotel e não tinha história. Era internacional e não asiático, podia ser mais interessante. Não era. A mulher pediu um martini.

Depois desistiu.

Pediu um vodka preto e, na casa-de-banho, verificou que tinha a boca preta, a língua de fora, mesmo perto do espelho, riu-se de si e depois chorou.

Chorou pela língua preta.

Deveria ter bebido o martini e fingir que era uma bond girl nas arábias.

Há dias assim.

publicado por Patrícia Reis às 21:49
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