UM POEMA DE NUNO JÚDICE
Quero-te, como se fosses
a presa indiferente, a mais obscura
das amantes. Quero o teu rosto
de brancos cansaços, as tuas mãos
que hesitam, cada uma das palavras
que sem querer me deste. Quero
que me lembres e esqueças como eu
te lembro e esqueço: num fundo
a preto e branco, despida como
a neve matinal se despe da noite,
fria, luminosa,
voz incerta de rosa.
( in “Poesia Reunida”)
De Sónia Cardoso a 27 de Agosto de 2013 às 14:21
Patrícia,
foi no seu blog que entrei em contacto pela primeira vez com a poesia de Nuno Júdice e fico sempre sem fôlego com os poemas deste maravilhoso poeta.
Obrigada por me dar a conhecer tão maravilhosa poesia!
Sónia, o prazer é meu. O Nuno Júdice é um grande poeta. Beijo
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