Segunda-feira, 26 de Agosto de 2013

nuno júdice

 
UM POEMA DE NUNO JÚDICE

Quero-te, como se fosses
a presa indiferente, a mais obscura
das amantes. Quero o teu rosto
de brancos cansaços, as tuas mãos
que hesitam, cada uma das palavras
que sem querer me deste. Quero
que me lembres e esqueças como eu
te lembro e esqueço: num fundo
a preto e branco, despida como
a neve matinal se despe da noite,
fria, luminosa,
voz incerta de rosa.

( in “Poesia Reunida”)
 
UM POEMA DE NUNO JÚDICEQuero-te, como se fosses a presa indiferente, a mais obscura das amantes. Quero o teu rosto de brancos cansaços, as tuas mãos que hesitam, cada uma das palavras que sem querer me deste. Quero que me lembres e esqueças como eu te lembro e esqueço: num fundo a preto e branco, despida como a neve matinal se despe da noite, fria, luminosa, voz incerta de rosa.( in “Poesia Reunida”)
publicado por Patrícia Reis às 20:26
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2 comentários:
De Sónia Cardoso a 27 de Agosto de 2013 às 14:21
Patrícia,

foi no seu blog que entrei em contacto pela primeira vez com a poesia de Nuno Júdice e fico sempre sem fôlego com os poemas deste maravilhoso poeta.
Obrigada por me dar a conhecer tão maravilhosa poesia!


De Patrícia Reis a 27 de Agosto de 2013 às 18:24
Sónia, o prazer é meu. O Nuno Júdice é um grande poeta. Beijo


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