Respira mais devagar.
Pode cantarolar e ficar calada.
Pode não se mexer.
Desde que a noite a deixe em paz, sem fantasmas e sonhos de outros tempos.
Quando fica assim, a aldeia parece que a abraça e ela pode transformar-se em silêncio. Interiormente, sem formular, nenhuma palavra dita, a ausência total de som, a mulher decide que a aldeia precisa de música e imagina-se a rodopiar nos braços do homem que ama.
Seria uma dança sem fim. A aldeia podia assistir. E o mundo acabar.