Domingo, 29 de Dezembro de 2013

aldeia

Respira mais devagar.

Pode cantarolar e ficar calada.

Pode não se mexer.

Desde que a noite a deixe em paz, sem fantasmas e sonhos de outros tempos.

Quando fica assim, a aldeia parece que a abraça e ela pode transformar-se em silêncio. Interiormente, sem formular, nenhuma palavra dita, a ausência total de som, a mulher decide que a aldeia precisa de música e imagina-se a rodopiar nos braços do homem que ama.

Seria uma dança sem fim. A aldeia podia assistir. E o mundo acabar.

publicado por Patrícia Reis às 00:17
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