Sexta-feira, 30 de Maio de 2014

a morte é sempre inesperada

Há duas semanas vivemos a morte de um amigo. Hoje da avó de uma amiga. Depois da feira do livro, aos pingos, frio e sem churros, na companhia da Lídia Jorge e da Graça Fonseca e da Ana Daniela Soares. A cidade enlouqueceu com o trânsito para o rock in rio, parece que temos rolling stones hoje. Tudo bem. A Igreja de Santos-o-Velho não foi difícil de encontrar. Triste foi ver a minha amiga a contar a forma como foi tratada pela Servilusa, a mesma que tem um contrato com a Misericórdia. A avó da minha amiga estava num lar da Misericórdia. Fiquei com o cartão da senhora que atendeu a minha amiga, tenciono maçar a administração com as piores palavras que me sairem da boca. Se o velório e cremação não estivessem ao abrigo de um acordo com a Misericórdia, pois os serviços seriam outros, a empatia e sensibilidade também. Felizmente, como boa produtora, a minha amiga, sem tempo para chorar a avó, ligou à agência funerária do bairro onde cresceu e tudo correu de feição. Paga tudo o que tem de pagar e, caso não tivesse como, passaria a ter, felizmente somos muitos os amigos que estão com ela neste momento. Maio foi um mês terrível. O departamento de recursos humanos, como diz a minha madrinha, lá no céu, anda com problemas de organização. Amanhã volto ao crematório dos Olivais. Volto a ver o coração rebolar pela calçada, o coração de uma neta, de uma bisneta e de uma filha. A morte é sempre inesperada.

publicado por Patrícia Reis às 00:08
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