Sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

Clarice Lispector

"Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir o meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre.”

 

 

(Gamei à Rute, ela perdoa. Hoje apetece-me dizer que, sff, não me roubem o "fui" ou o "irra", mas depois penso na arrogância de tal pedido, afinal as palavrinhas já cá estavam, não é? O meu drama, como o de Clarice e outras, é o não saber estar calada, é não querer ser a cópia de ninguém. O mundo não aprecia, é um facto. Muitas vezes, podem argumentar, o exercício de repetir o que eu escrevo por hábito, por ser a minha voz - e porra eu também sou como o Lobo Antunes, ninguém escreve como eu! Calculo que a maioria dos escritores pense o mesmo, apesar de não o dizer) - é por carinho. Agradeço quando é por carinho. De resto? Acho que têm falta de imaginação. Como compreenderão, hoje é um daqueles dias, é melhor retirar-me, linha baixa, deixar tudo e voltar na segunda. Bom fim-de-semana, gente)

publicado por Patrícia Reis às 20:52
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