Sábado, 9 de Agosto de 2014

Edmond Jabès

Isso sempre me pareceu evidente.

O deserto é, antes de tudo, a perda do rosto.

A imagem, em sua muda violência, é sonora.

Ela coage a perfeita escuta: a do infinito, da eternidade,
do Tudo tornado novamente o Nada;

pois é a partir desse Nada teimoso, envolto de silêncio que,
de ora em diante, veremos e ouviremos.

Um rosto emerso de sua ausência. Desenhado à medida que
esta o descreve.

Ousaremos fixá-lo? Não, jamais o poderíamos.

Todos esses rostos me falam. Eu os reconheço.

Vindos dos mais longínquos, como se o infinito se entrea-
brisse.

A solidão é povoada.

 

(roubei à Inês, ela perdoa)

publicado por Patrícia Reis às 00:10
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