Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014

espera só um pouco

 

Ele não disse isto, nunca diz, não é necessário. Ela também não espera ouvir nada. Alguém atende o telefone e a vida recomeça, é preciso resolver qualquer coisa. Os dias passam uns sobre os outros e já estamos às portas de Fevereiro. Mas quem é que os está a contar? Ele não disse, ela ouviu e espera. Um pouco que pode ser muito, um pouco que pode ser para sempre. Seja o que for, existem muitas coisas para fazer e o melhor, sabem os dois, é não pensar nisso. Ninguém classificará o "nisso", demonstrativo ou não do estado a que o tempo os entregou. É a vida. É uma fase. É a chuva. É tudo aquilo que não foi dito e o que já se sabe. Sempre em rodinha fechada, sempre a morder o rabo, sempre a fazer como os ratinhos nos labirintos de laboratório. Correr à espera de chegar ao ponto de partida, comer o queijo, ser recompensado. O tempo não é uma recompensa.

publicado por Patrícia Reis às 09:04
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2 comentários:
De Sónia Cardoso a 30 de Janeiro de 2014 às 13:09
"O tempo, esse bandido clandestino
Salteador de estradas e memórias
Mistura numa névoa libertino
O passado e o futuro das histórias.

O tempo de dizer a vida é breve
O tempo de viver há quem o diga
Só espera que o diabo que o leve
O tempo tem mais olhos que barriga."

Susana Félix

Beijos :)


De Patrícia Reis a 30 de Janeiro de 2014 às 21:45
:)


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