Filhos que nascem e vão para uma encubadora, filhos que nascem e ficam em cima de nós, cheios de muco e outras coisas, filhos que o corpo perde e a tristeza enche-nos os poros.
Filhos.
Para muitos são apenas isso: os filhos que vão à vidinha, que mudam de casa e fazem como nos Estados Unidos, olá mãe, olá pai, uma vez ou outra pelo telemóvel.
Eu não tive filhos para os ver ir embora, tive filhos para ter uma família e poucos sabem o que isso é.
Hoje, vivo numa segunda família, o meu marido não é o pai dos meus filhos, mas jantamos todos à mesa. É uma lição para muitos? Será ou não, pouco me importa.
Nós soubemos, com tempo, encontrar o nosso equilíbrio e ontem, dia 13, o mais novo chegou aos 15 anos e só nos faltou o mais velho, com 18, a estudar em Inglaterra durante um mês.
Nunca um mês me pareceu tão longo.
Não por tristeza, ele está feliz e eu feliz por ele.
Não sofro pela ausência, aquela ideia do síndrome do ninho vazio.
Gosto de ver a minha família junta: a lógica, a biológica e até a ilógica.
Para muitos nada disto fará sentido.
Pouco importa. Cada família é uma família e não me apanham a citar Tolstoi, não me apetece:)
até amanhã