Quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

Filhos

Filhos que nascem e vão para uma encubadora, filhos que nascem e ficam em cima de nós, cheios de muco e outras coisas, filhos que o corpo perde e a tristeza enche-nos os poros.

Filhos.

Para muitos são apenas isso: os filhos que vão à vidinha, que mudam de casa e fazem como nos Estados Unidos, olá mãe, olá pai, uma vez ou outra pelo telemóvel.

Eu não tive filhos para os ver ir embora, tive filhos para ter uma família e poucos sabem o que isso é.

Hoje, vivo numa segunda família, o meu marido não é o pai dos meus filhos, mas jantamos todos à mesa. É uma lição para muitos? Será ou não, pouco me importa.

Nós soubemos, com tempo, encontrar o nosso equilíbrio e ontem, dia 13, o mais novo chegou aos 15 anos e só nos faltou o mais velho, com 18, a estudar em Inglaterra durante um mês.

Nunca um mês me pareceu tão longo.

Não por tristeza, ele está feliz e eu feliz por ele.

Não sofro pela ausência, aquela ideia do síndrome do ninho vazio.

Gosto de ver a minha família junta: a lógica, a biológica e até a ilógica.

Para muitos nada disto fará sentido.

Pouco importa. Cada família é uma família e não me apanham a citar Tolstoi, não me apetece:)

até amanhã

publicado por Patrícia Reis às 01:04
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1 comentário:
De Vera de Villhena a 14 de Agosto de 2014 às 23:09
Oooh! Deixa, não perdes pela demora. No sábado estamos todos aí caídos, a casa cheia de copos, o Sacho em espírito, e pratos, saladinhas boas, e risos, e conversas interrompidas, e expulsões da cozinha (tantas! Faz parte). gostatantati. E aqui ficam parabéns atrasados por ontem. Amanhã dou-te um abracinho pap (Por Abraço Próprio).


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