Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2014
Há um momento em que tudo se condensa numa espécie de vapor. O nevoeiro ou o fumo de uma locomotiva, um filme antigo, a estação ferroviária sempre tão romântica, tudo a preto e branco. A seguir vem a banalidade de saber a importância de reiniciar, como se faz aos computadores, e é por aí que se vai, sem se ter escolha, sempre avançando, mesmo que, mentalmente, estejamos presos a um qualquer momento. Um aeroporto, um lápis gigante, um casaco comprido, uma jóia, uma ideia, um livro. Ficamos presos aí como uma pétala de rosa num livro que nos surpreende, anos depois de o termos lido, um livro que conta o que somos sem que se perceba a origem da clarividência do autor. Tudo é, então, inesperado. Reiniciar. Sim, muito baixinho. Para não acordar fantasmas e monstros, batalhões de gladiadores que se escondem em armários.
De Pedro Henrique a 17 de Fevereiro de 2014 às 12:19
Recomeçar. Todos os dias. É trabalhoso mas ser cobarde é mais extenuante. Gostei muito deste texto. Obrigado
De maria alice glaser a 17 de Fevereiro de 2014 às 14:35
Cara Patricia,
Venho acompanhando seu blog há apenas uns meses. Li dois de seus livros e não posso deixar te dizer que seus textos no blog são ...alguns tão belos que não encontro palavras para descrevê-los, como o de hoje.
Obrigada pela surpresa todos os dias.
Maria Alice Glaser
Obrigada a ambos pela Vossa generosidade. Beijos
De Helena Pedro a 17 de Fevereiro de 2014 às 23:55
O teu texto dá força e coragem. Recomecemos...
Beijo querida.
De mariana branco a 18 de Fevereiro de 2014 às 22:41
É isto mesmo. As coisas boas ou que invariavelmente magoam têm de ser sussurradas, para que o avanço seja equilibrado.
Adorei este texto Patrícia.
Espero que o nosso tal café um dia se realize. Até lá..uma pausa cheia de paz.
Que volte cheia de força.
Com carinho,
Mariana B
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