As duas mulheres fumam sem pressa e bebem o vinho que talvez nenhuma devesse beber. Falam de coisas delas, só delas. Ninguém sabe, ninguém suspeita, é como se fossem uma da outra sem previsão de que tal fosse possível, possível apesar do tempo, das famílias, da vida. A vida que corre tão depressa e tão lenta. As duas mulheres não existem. E essa percepção é real. Elas sabem. Por isso, falam e bebem e ninguém as vê.