Domingo, 16 de Março de 2014

peças soltas

O mais velho aguentou as três horas de Haydn e ainda disse que Mozart lhe terá roubado umas coisinhas, nada mais certo, coisa de mestre e discípulo.

O mais novo viu futebol, nada de novo a Oriente.

As conversas fluiram daqui para ali à mesa de jantar com três homens que se conhecem há mais de vinte. Nós? Intrusos daquela família lógica.

O telemóvel permanece desligado e antes assim.

Dizem-me que Marte está a passar na casa do meu nascimento. Fico feliz por Marte, se não me engano, quer dizer "crescer". Espero que Marte cresça e, quem sabe?, possa pôr alguma ordem nisto. Nisto é abrangente e sem compromisso como se gosta de momento. Algumas pessoas. Não é o meu caso.

Ninguém se importará com o que eu penso ou sei.

Haydn era mestre de Mozart, hoje o Porto joga com o Sporting, sou do Belenenses e não suporto o jogo, a beleza do jogo, as negociatas do jogo, bla bla. Nesse aspecto, não cresci. Por outro lado, enquanto me deixo estar no silêncio e quente do quarto, posso sempre escrever e, no escrever não está o ganho, mas enche quem precisa de dizer ou gritar umas coisas.

Eu não grito, escrevo.

Eu tenho coisas para dizer? Hoje?

Nem por isso. 

publicado por Patrícia Reis às 14:08
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