Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016

sexta-feira

Cinco e quarenta e cinco da manhã, o despertador não tem função, a mulher está acordada há horas. Avança para a casa de banho, ciente de que o comboio partirá às sete e cinco, com ela ou sem ela. Despacha-se, faz o percurso a pé até à gare, encontra-se com outra mulher, mantêm a boa disposição e vão. Fazem o que é preciso, uma reunião, esclarecimentos, dúvidas e ideias. Regressam de comboio, despedem-se, são cinco da tarde. Quarenta e cinco minutos depois, a mulher entra no cabeleireiro e, às oito e meia da noite atravessa o lobby de um hotel no centro da cidade. É uma festa e ela está a morrer e ninguém imagina. Sorri e cumoprimenta, permanece alerta, um despertador interior. Quando chega a casa, não sente os pés, as costas, e a cabeça - ao contrário - estala e lateja e protesta. A mulher toma um comprimido. Apaga a luz.

publicado por Patrícia Reis às 23:50
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